domingo, 6 de julho de 2008

Capítulo 17 – Funeral

Téo voltou naquela mesma noite.
_ Como você está meu amor?
_ Péssima!!! Se você soubesse o que me aconteceu hoje.
_ Eu estou sabendo.
Por um momento fiquei assustada.
_ Como?!?
Mas, o alivio veio logo em seguida.
_ Bella me ligou no caminho do aeroporto para casa. Informando-me a hora do enterro amanhã e me contou todo o ocorrido.
_ Ah!!!
_ Você já falou com as crianças? Se eu soubesse antes teria trazido a Julinha comigo. Ela vai fiar arrasada de perder o pai, assim tão de repente; eles eram tão próximos um do outro.
_ Meu pai vai falar com ela. Eu pedi para ele segurar ela lá. Afinal até o próximo vôo chegar, Roni com certeza já terá sido enterrado. O Leo ainda está em NY, ele foi ver as faculdades para o próximo ano. Ele ia tentar um vôo, mas também não sei se ele conseguirá chegar a tempo.
_ De qualquer forma, não tem mais nada que eles possam fazer agora. Mas, como foi isso?
Contei para o Téo o mesmo que eu havia contado para os paramédicos.
_ Nós estávamos na cozinha tomando um suco, quando o Roni passou mal. Eu tentei socorrê-lo, mas até os paramédicos chegarem ele já havia morrido. Eles acham que ele teve um infarto fulminante do coração.
_ Ele era tão novo!!! Mais novo que eu, 44 anos. É difícil de acreditar.
_ Eu sei. Téo vamos embora hoje a noite. Eu preciso tanto sair daqui.
_ Eu sei querida, que foi muito traumático vê-lo morrer em nossa casa, e não conseguir salvá-lo. Mas, nós temos que ir ao funeral amanhã.
_ Téo, eu não sei se consigo, por favor! Vamos embora hoje.
_ Que loucura é esta Lena? Se você não quiser ir ao funeral eu até entendo, mas eu tenho que ir dar uma mão para a Gabi.
Eu não poderia deixar o Téo ir só. Tenho medo do que Gabriela possa falar para ele.
_ Tudo bem, eu vou então.

_ Querida, se você...
_ Tudo bem, Téo! Eu preciso ir.
Pelo menos assim, eu ficava de olho na conversa dos dois.
Quando chegamos no funeral, Gabriela chorava desesperadamente. Enquanto Téo foi falar com ela.
_ Oi, Gabi! Eu sinto muito por tudo isto. Ele era tão novo...
Eu fui conversar com Isabella, mas fiquei de olho na conversa dos dois. _ Oh, Téo!!!! Eu não consigo acreditar até agora, ele estava tão bem. Ele nunca antes havia reclamado de nada, nem uma dor.
_ Estas coisas são assim mesmo. Acontecem de repente.
_ Foi muita coisa ao mesmo tempo ultimamente, muito estresse. O duro é que nós estávamos brigados... A culpa foi minha...
_ Que é isso!!! Não diga uma coisa destas!!! Você não tem culpa nenhuma.
_ Eu não deveria tê-lo forçado tanto, não depois do problema que ouve com as crianças. Mas, eu queria que ele descobrisse a verdade com a Helena...
_ Gabi, não estou entendendo! Que problemas com as crianças? Que verdade com a Helena?
Quando eu vi que o assunto poderia se complicar, eu resolvi intervir.
_ Gabriela, eu sinto muito pelo Roni.
Mas, ela não se mostrou muito amável comigo.
_ Sente mesmo? Depois de tudo o que você o fez passar?
_ Eu entendo tua raiva, mas o Roni foi um marido completamente diferente para mim, do que ele foi para você. E demais a mais eu tinha que proteger o patrimônio das crianças; afinal nunca se sabe quando o Roni poderia ser enganado por uma golpista, ele tinha tantas mulheres. _ Sei sim. Você só pensa em dinheiro, né? Fico imaginando se você tem algum sentimento sincero dentro de você. A coisa toda começou a tomar uma proporção assustadora para mim. Achei melhor ceder, para não perder tudo.
_ Eu sei que você pode me achar dura e fria, eu você tem razão eu errei muito com o Roni. Mas, saiba que o que você e as crianças precisarem pode contar comigo e com o Téo.
_ Eu dispenso sua ajuda. Nós podemos muito bem viver sem os eu dinheiro.
Depois disso, Téo e eu fomos nos sentar no fundo da igreja; enquanto Gabriela se esgoelava lá na frente. Mas, na pensem que toda a discussão passou desapercebida a Téo.
_ Helena, posso saber que foi tudo aquilo ali? E porque o Roni foi te procurar? O que você sabe?
_ Credo Téo, você também?!?! Eu não sei do que está mulher está falando, ela está completamente fora de si. Você viu como ela me atacou?
_ Sei, Helena. Eu sou mais esperto do que você pensa. Aqui não é nem hora nem lugar, mas que quero saber desta história direitinho quando nós chegarmos em casa.
_ Não espere grande coisas, pois eu não sei do que esta mulher está falando. Não faço nem idéia.
_ É isto o que veremos.
E agora? Calma, Helena!!!! Não adianta pânico, você vai achar uma solução você sempre acha.
Demorou, mas enfim, chegou a hora do sepultamento. Roni foi enterrado junto aos pais.
Mas isto significava que eu precisava achar uma saída rápida para o que o Téo poderia querer saber. Afinal, eu não poderia confessar a verdade,e nem parte dela.

2 comentários:

Matheus disse...

Muito legal! E um crime desses q a Helena fez, deve ter sido no Brasil mesmo pra conseguir ficar impune né? rsrsrsrsr.....

Chrisfried disse...

Matheus!

Pelo jeito foi, rsrsrsrs. Mas, ela não ficará mais impune por muito tempo.

Bjos
Chrisfried